Unicef lança plataforma para resgatar crianças que estão fora da escola

Ano letivo das escolas da rede municipal deve iniciar nesta segunda-feira.(Foto de arquivo)

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou hoje (1º) a plataforma online de Busca Ativa Escolar, programa que pretende auxiliar a sociedade e instâncias governamentais a sanar a exclusão escolar, que afeta principalmente as camadas mais vulneráveis da sociedade – em todo o Brasil, 2.802.258 crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da escola, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.

A Secretária Municipal de Educação de Senador Guiomard e Presidente da União Municipal dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME- Seccional/Acre, Márcia Silva participa de seminário em Brasília da Instalação do Conselho Nacional do Programa Busca Ativa Escolar.

“A Busca Ativa Escolar é uma metodologia social e ferramenta tecnológica gratuita. Ela foi desenvolvida para auxiliar os dirigentes municipais a garantir o direito de toda criança e todo adolescente à educação”, afirma a entidade, fazendo referência ao texto do Plano Nacional de Educação (PNE).

O programa é voltado para prefeitos, gestores políticos, coordenadores operacionais, supervisores institucionais, técnicos verificadores e agentes comunitários. Cada um desempenha um papel diferente na identificação dessas crianças. “Encontrar cada uma das crianças e adolescentes que faltam, retirá-los de um contexto de exclusão e trazê-los para a escola só é possível por meio de uma ação intersetorial, envolvendo diferentes áreas”, afirma a entidade.

De acordo com a Pnad 2015, do total de crianças e adolescentes fora da escola, 53% delas vivem em famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, 33% entre meio salário e um salário mínimo, 12% de um a dois salários e apenas 3% acima desta faixa de renda.

A pesquisa mostra ainda que o cenário da exclusão educacional melhorou durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de sua sucessora, Dilma Rousseff. Em 2005, 11% das crianças e adolescentes não tinham acesso à escola. Hoje, este número caiu para 6,5%, o que representa um avanço, mas ainda um problema a ser combatido.