Historiador Arnaldo Francisco de Souza diz que fonte da história do Quina Quina é equivocada

O historiador Arnaldo Francisco de Souza de 71 anos, morador do Quinari há 68 anos concedeu entrevista.

O historiador Arnaldo Francisco de Souza de 71 anos, morador de Senador Guiomard há 68 anos concedeu entrevista ao vivo no programa Comando Geral da Rádio Eco Acre – FM106, 5 nesta quinta-feira (04), ocasião que afirmou que a fonte sobre o nome Quina-quina, que teria originado a palavra Quinari está equivocada.

Arnaldo que se dedica a contar a história do município desde a sua fundação assegurou que o nome Quinari é de um vocábulo indígena, tendo conseguido essa informação em 1956 quando o professor Mário Magalhães que percorreu aldeias da região, e levantou no antigo Seringal Empresa que se trata de uma palavra indígena, sendo traduzia como “lugar de águas claras e palmeirantes”.

Pereira ainda ressalta que o fato se confirma na atualidade com a exploração de empresas que comercializam a melhor água mineral do estado. “Aqui havia muitas palmeiras e até hoje temos uma das melhores águas do estado, razão pela qual, penso que a fonte do professor Márcio Magalhães está correta”, disse ao vivo. Ele também não deixou de abordar o equívoco pelos pelas primeiras publicações relacionadas a história do Quinari.

“Ouviram gente errada, que não conheciam a história da cidade, e eu venho tendo que desconstruir essa versão equivocada, já propagada, de que se tratava de uma planta medicinal, então mediante minhas pesquisas, vale a informação relacionada a questão das águas claras e de muitas palmeiras”.

Para o mês de setembro através de uma parceria com o Governo do Acre, através da Fundação de Cultura Elias Mansour, Arnaldo pretende lançar livro em meio físico e também iniciar o processo de gravação de um documentário. Um material de apoio do primeiro ao 5º ano do ensino fundamental, voltado a essa história foi elaborado e vem sendo distribuído, segundo Arnaldo com o apoio dos vereadores.

“As escolas me convidavam para as palestras, eu não tenho transporte, já não tenho boa saúde, então eu com a ajuda de um amigo elaborei um material, tenho comercializado ele a quem se interessar, e com a ajuda da Câmara cada escola vem recebendo um CD com o material completo, esse mais compacto, logo vamos lançar o livro”, finalizou.

Da Redação do Portal Quinari