Cotidiano

Livro Do Seringal ao Tribunal, que conta a vida do juiz Braña Muniz, será lançado dia 17 de julho no Palácio da Justiça em Rio Branco

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A trajetória do juiz Afonso Braña Muniz, de autoria do escritor e jornalista Pitter Lucena. O evento será realizado às 20 horas, na Rua Benjamin Constant, 277, Centro, reunindo familiares, magistrados, servidores públicos, escritores, jornalistas, autoridades, amigos e leitores interessados na memória social, humana e institucional do Acre.

A obra apresenta a vida de Afonso Braña Muniz como uma travessia marcada por fé, perseverança, estudo, serviço público e compromisso com a justiça. Mais do que uma biografia tradicional, o livro reconstrói, em linguagem literária, a jornada de um homem nascido na realidade profunda da Amazônia, formado entre rios, seringais, cidades ribeirinhas, trabalho precoce, educação conquistada com sacrifício e uma permanente busca por conhecimento.

Em suas páginas, o leitor acompanha a infância e juventude de Braña em meio às dificuldades da vida amazônica, sua passagem pelos estudos, o ingresso no serviço público, a formação acadêmica, a atuação profissional e a chegada à magistratura. A narrativa revela não apenas o percurso individual do juiz, mas também fragmentos importantes da história social do Acre, da vida nos seringais, da cultura ribeirinha, da educação pública, da Justiça acreana e dos desafios enfrentados por quem transformou origem humilde em força de construção.

O livro percorre episódios marcantes da vida pessoal e profissional de Braña: a influência decisiva dos pais, José e Vanda; a presença dos irmãos; a parceria com Rosana Magalhães; os filhos Leonardo e Guilherme; a vida de juiz em comarcas acreanas; o trabalho em Tarauacá; o Projeto Cidadão; a experiência nos juizados; os sustos de saúde; e a chegada à aposentadoria como um novo tempo de contemplação e maturidade.

Para o autor, a trajetória de Afonso Braña ultrapassa os limites de uma história individual. “Este livro nasce da vida de um homem, mas fala de muitas vidas. Fala dos que saíram da margem, dos que estudaram contra a dificuldade, dos que fizeram da família uma raiz e do trabalho uma forma de dignidade. Braña é personagem de sua própria história, mas também símbolo de uma geração acreana que atravessou distâncias para construir caminhos”, destaca o escritor.

Com estilo clássico, poético e documental, Do Seringal ao Tribunal combina memória, literatura e registro histórico. A obra valoriza a dimensão humana da magistratura e mostra que a justiça não se constrói apenas nos códigos, mas também na escuta, na experiência, na sensibilidade e na compreensão profunda da realidade social.

O lançamento no Palácio da Justiça carrega forte significado simbólico. O local, referência histórica da vida institucional acreana, acolherá a apresentação de uma obra que tem justamente a Justiça como uma de suas grandes linhas narrativas. A escolha do espaço reforça o vínculo entre a trajetória do biografado e a história do Judiciário no Acre.

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