Artigo/Opinião: A vontade de pautar a linha editorial

Quando se fala de jornalismo muitas são as dúvidas sobre a sua atividade e ainda sobre o termo “noticiar” devido às múltiplas interpretações sociais. O jornalismo não nasceu dos interesses sociais.

A história mostra que ele teve nascimento como instrumento daqueles que ocupavam ou queriam ocupar o poder. Logo ele também foi oposição e aliado da ditadura militar. No serviço público cabe a assessoria de comunicação manter uma relação amigável com a imprensa e propagar aos setes lugares as ações positivas de seus assessorados. A assessoria já fez no passado o papel de controlar e censurar a imprensa. Graças a luta política de vários profissionais de imprensa isso não existe e a assessoria ganhou o papel de articular e promover seus assessorados.

Diante desses conflitos, cumpre informar que eles permanecem até hoje. São secretários, vereadores, deputados, prefeitos, presidentes, senadores, pré-candidatos, empresários e outros que acusam a imprensa de seu fracasso diante de determinada meta almejada. Se o jornalista tem a nobre missão de informar ele precisa ouvir os dois lados, embora que tenha uma opinião formada sobre o tema.

No Quinari nós ainda estamos criando essa cultura, pois, sempre tivemos tendências. As tendências quando deixadas de lado dão lugar ao diálogo e a verdadeira narração dos fatos, pontuando as diversas opiniões. Na atividade jornalística a opinião encontra espaço nos editorias, nas notas políticas, nas análises cotidianas, dentre outros. Há um desejo por parte da grande maioria dos políticos que é pautar o texto jornalístico ao seu prazer.

Os setes monstrinhos, outro desenho animado pode ser enquadrado na nossa realidade.

No Quinari a dupla Dickvigarista e o cãozinho Muttley sempre sonhou com tal meta, o que em hipótese alguma acontecerá. Mais não é só eles, os setes monstrengos (a) também anseiam dominar o Portal Quinari, que a cada dia busca qualificar suas informações na verdade.

O Dick Vigarista, o cãozinho Muttley, os Sete Monstrengos e quaisquer outro ser que venha a surgir, atente-se para universalidade de suas atribuições, pois é quase impossível não errar, e ao jornalismo cabe divulgar e propagar todo tipo de informação. É importante ter em mente que a atividade pública requer ética, dedicação e zelo, pois, no momento que vive o Brasil, não é demais ver “autoridades” com tornozeleiras eletrônicas.

Editorial